Um agente faz uma tarefa.
Uma frota assume a operação.
Agentes que vigiam, preparam, conferem e registram. Com classe de risco por ação, catraca em código antes de cada execução, modo sombra no início, cota de gasto, sinal de vida e botão de interrupção testado.
Automação que ninguém confia é automação que não economiza nada — alguém confere tudo de novo por garantia. E automação em que se confia demais é pior: executa errado em silêncio, e o erro só aparece no fechamento do mês.
Faz sentido quando
- A rotina é repetitiva, mensurável e tem regra escrita ou escrevível
- O volume justifica: centenas ou milhares de itens por mês
- Existe consequência real em errar, e por isso a governança importa
- O time já tenta automatizar e recua por falta de confiança
Não faz sentido quando
- A regra muda toda semana e ninguém consegue escrevê-la
- O volume é baixo e a exceção é a norma
- A expectativa é substituir o time, não devolver horas
Cada frota pode incluir, conforme o contrato:
- Classes de risco A, B e C por tipo de ação
- Catraca determinística: regra em código antes de cada execução
- Modo sombra com relatório de divergência
- Cota de gasto por agente e por período
- Sinal de vida: agente que para de responder não executa
- Botão de interrupção, testado em exercício
- Trilha de auditoria reprocessável
- Painel de taxa de escalonamento e custo por execução
Classificação
Cada ação recebe classe de risco. É o que define o que a catraca libera sozinha.
Catraca em código
A regra é código versionado e testado, não instrução em prompt.
Modo sombra
Semanas propondo sem executar, com divergência medida item a item.
Liberação gradual
Classe C primeiro, depois B. A classe A pode nunca ser liberada — e tudo bem.
Operação medida
Escalonamento, custo e deriva no painel, com revisão periódica da regra.
| RPA | Agente sem governança | ALL MAX | |
|---|---|---|---|
| Sobrevive a mudança de tela | Não | Parcial | Usa API, não tela |
| Regra auditável | No script | No prompt | Em código versionado |
| Para quando duvida | Não | Raro | Parar é resultado válido |
| Teto de gasto | Não se aplica | Não | Por agente e período |
| Prova o que decidiu | Log parcial | Não | Trilha reprocessável |
Agente que executa é superfície de ataque. O desenho assume isso:
- Menor privilégio por agente: acesso só ao que a função exige
- Nenhuma ação de classe A sem aprovação humana registrada
- Cota de gasto que interrompe antes do prejuízo
- Botão vermelho testado — botão não testado não é botão
- Trilha imutável de quem pediu, o que a regra decidiu e com que fonte
Projeção modelada · não é medição
Conferência documental de 8 a 20 mil itens por mês, a 4 a 7 minutos cada, com cobertura de frota de 85%.
Números projetados a partir do perfil descrito acima, para dar ordem de grandeza. Não são resultado medido em cliente. O diagnóstico substitui esta projeção pelos seus números.
Isso substitui pessoas?
Não é assim que apresentamos e não é assim que medimos. O indicador é hora devolvida ao time, não posto eliminado. Quem opera a exceção continua sendo o time — e a exceção é onde a pessoa agrega.
O que acontece quando o agente erra?
Depende da classe. Em C, corrige e registra. Em B, escala para humano com o contexto. Em A, não executou — precisava de aprovação antes.
Como sei que posso confiar?
Pelo relatório de modo sombra. Semanas de proposta em paralelo ao humano, com divergência medida item a item. A liberação só acontece quando o número convence você, não quando convence a gente.
Na dúvida, parar é resultado válido.
Comece em modo sombra: a frota observa e propõe, sem executar, pelo tempo que você precisar para confiar no número.
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