Backup que existe
e já foi restaurado.
CI/CD, monitoramento, resposta a incidentes, segurança, performance e evolução contínua. Infraestrutura como código, para que nenhum servidor exista por gesto manual — e derrubar e recriar dê o mesmo resultado.
O backup roda todo dia e o e-mail de sucesso chega. Ninguém nunca restaurou. No dia em que precisar, a empresa descobre que o backup não incluía o banco, ou que o procedimento leva dois dias, ou que a chave de criptografia estava no servidor que caiu.
Faz sentido quando
- Existe sistema em produção sem quem responda por ele fora do horário
- O deploy é manual e por isso acontece raramente
- Backup existe mas nunca foi restaurado em exercício
- A empresa tem servidor que ninguém sabe recriar
Não faz sentido quando
- A carga cabe num serviço gerenciado simples e o time dá conta
- Não há orçamento para plantão, e o SLA prometido não seria cumprido
- O sistema será desligado nos próximos meses
Cada contrato pode incluir:
- Infraestrutura como código, versionada
- CI/CD com teste no caminho e rollback ensaiado
- Monitoramento com alerta acionável, não ruído
- Backup com restauração testada em exercício periódico
- Runbook de incidente, escrito antes do incidente
- Janela de manutenção e política de atualização
- Revisão de performance e de custo de nuvem
- SLA com escopo, prazo e o que acontece se falhar
Inventário
O que existe, quem acessa, o que ninguém sabe recriar.
Reprodutibilidade
Tudo que existe passa a existir em código. O que não passa, é substituído.
Observabilidade
Alerta que acorda alguém precisa ter ação associada. O resto é painel.
Exercício de restauração
Restaurar de verdade, cronometrado. É onde a maioria descobre o problema.
Operação
Plantão, incidente, evolução e revisão de custo em ciclo.
| Sem sustentação | Suporte por chamado | ALL MAX | |
|---|---|---|---|
| Detecta antes do usuário | Não | Não | Sim |
| Backup restaurável | Não testado | Não testado | Testado em exercício |
| Recria a infraestrutura | Manual | Manual | Em código |
| Runbook de incidente | Não existe | Do fornecedor | Escrito e seu |
| Revisão de custo de nuvem | Nunca | Nunca | Em ciclo |
Sustentação é onde a postura de segurança se mantém ou se perde:
- Atualização de dependência com janela definida, não quando dá
- Varredura de imagem e de dependência no CI
- Acesso por papel, revisado periodicamente
- Segredo em cofre, rotacionado
- Resposta a incidente com comunicação definida antes
Projeção modelada · não é medição
Operação com 15 a 60 serviços em produção, hoje sem monitoramento acionável e com backup nunca restaurado.
Números projetados a partir do perfil descrito acima, para dar ordem de grandeza. Não são resultado medido em cliente. O diagnóstico substitui esta projeção pelos seus números.
Vocês assumem infraestrutura que não construíram?
Sim, e é o caso mais comum. Começa por inventário e por trazer o que existe para código. O que não puder ser reproduzido entra num plano de substituição.
Qual o SLA?
Definido por contrato, com escopo, prazo de resposta e o que acontece se falharmos. SLA sem consequência é declaração de intenção.
Precisa migrar de nuvem?
Só se a conta ou o requisito justificar. Migração é projeto próprio, com sua própria decisão — não pré-requisito da sustentação.
Quando foi a última restauração de verdade?
O diagnóstico começa por aí. Um exercício cronometrado de restauração costuma revelar mais que uma auditoria de configuração.
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